Etapa decisiva da luta no mar
Luta decisiva na
Batalha do Atlântico
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Apesar do reduzido número de unidades submarinas com que os alemães começaram as hostilidades no mar, durante os primeiros meses da guerra, os seus comandantes alcançaram êxitos relevantes. Nas suas fileiras já eram conhecidos os nomes de “ases” como Prien, Kretschmer e Schepke, cuja extraordinária habilidade e coragem se evidenciava no afundamento de dezenas de navios aliados. A derrota da França e a posterior ocupação do seu território pelos alemães deram à frota submarina alemã a possibilidade de ampliar consideravelmente o raio de suas operações. Na realidade, toda a costa francesa do Atlântico ficava, a partir daquele momento, nas mãos dos alemães. Suas bases e portos, portanto, podiam ser utilizados sem limitações pela marinha alemã. O primeiro passo consistiu na instalação do comando supremo das forças submarinas no porto francês de Lorient. Ali, o Almirante Doenitz estabeleceu um centro de operações, de onde dirigia a ação de suas “matilhas” na devastadora ofensiva que se propunha lançar contra a navegação aliada. Os alemães, também, instalaram novas bases de submarinos em Saint-Nazaire, Brest, La Palisse e Bordeux. Os cais e estaleiros para reparações desses portos foram protegidos com gigantescas abóbadas de aço e cimento armado de vários metros de espessura. Tais medidas visavam a manter os submarinos fora da ação dos aviões inimigos. A ocupação do litoral atlântico da França não só representou uma vantagem para a frota de guerra alemã, mas também para suas forças aéreas. De fato, ao se estabelecerem na França bases aéreas alemães, todo o litoral sul-oriental britânico ficou exposto à ação dos bombardeiros da Luftwaffe. A navegação inglesa, em conseqüência, teve que ser desviada para os denominados “acessos ocidentais” (portos da costa do oeste). Londres, até esse momento, o principal porto marítimo, ficou praticamente inutilizado. A situação redundou, portanto, em benefício da marinha de guerra alemã, principalmente da frota submarina. A concentração do tráfego marítimo em um setor reduzido (“acessos ocidentais”) permitiu aos submarinos alemães operar com vantagens. Além disso, a ameaça de invasão da Inglaterra obrigou os ingleses a concentrar suas forças de destróieres na zona do Canal da Mancha, fato esse que debilitou fortemente as escoltas dos comboios. As circunstâncias citadas, extraordinariamente favoráveis, permitiram aos submarinos alemães levar a cabo uma notável campanha, com excelentes resultados, apesar de empenhar na luta um reduzido número de unidades. Assim, entre os meses de junho e novembro de 1940, os comandantes alemães, entre os quais se notabilizaram Prien, Kretschmer e Schepke, com suas unidades U-47, U-99 e U-100, mandaram para o fundo do oceano uma média de cem barcos aliados mensais, totalizando umas 400.000 toneladas. Duas batalhas travadas entre os dias 17 e 20 de outubro de 1940, por oito submarinos alemães, dão uma idéia da magnitude da luta e das catastróficas conseqüências para os britânicos. De fato, como resultado do ataque a dois comboios provenientes de portos canadenses, os submarinos alemães afundaram 30 barcos com 152.849 toneladas. Foi essa a época de ouro dos grandes “ases”, entre os quais se sobressaiu Kretschmer, que, afastando-se das táticas tradicionais, foi o primeiro comandante de submarinos que atacou os comboios, exclusivamente, de noite, e sempre navegando na superfície, disparando os seus torpedos praticamente à queima-roupa. Seu lema: “um torpedo, um barco” possibilitou que ele alcançasse em breve tempo, resultados extraordinários. Até o momento em que foi capturado, Kretschmer totalizaria a seu crédito mais de 300.000 toneladas de barcos inimigos afundados. |
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Churchill pede ajuda a Roosevelt Poucos dias depois de assumir o cargo de primeiro-ministro, em maio de 1940, Winston Churchill enviou uma mensagem urgente ao Presidente Roosevelt solicitando-lhe o empréstimo de 40 a 50 destróieres antiquados da frota americana, que haviam sido recondicionados. O primeiro-ministro inglês justificou o seu pedido dizendo que os seis meses seguintes seriam decisivos na luta no mar, pois os britânicos tinham de enfrentar não só a frota submarina alemã, mas também as unidades italianas que, indiscutivelmente, participariam da ação. Depois de vários meses de trocas de idéias, chegou-se a um acordo, segundo o qual os Estados Unidos entregariam os 50 destróieres nos primeiros dias de setembro, em troca da cessão, por 99 anos, de bases aéreas e navais inglesas nas Índias Ocidentais e Terranova. Churchill, ao informar a Câmara dos Comuns, declarou: “Sinto-me sumamente satisfeito de que as fronteiras aéreas, terrestres e navais dos Estados Unidos tenham sido expressivamente ampliadas através dos oceanos, e de que esta ampliação permitirá aos americanos deter o perigo de uma agressão quando esta se encontrar ainda a centenas de milhas de suas costas...”. O líder inglês tinha motivos de sobra para sentir-se satisfeito. Este acordo assinalava a primeira de uma série de medidas tendentes a concretizar a intervenção dos Estados Unidos na batalha do Atlântico, e, em última instância, na guerra. Já no mês de julho, Roosevelt enviara à Inglaterra o Almirante Ghormley para que, em colaboração com o Almirantado, estudasse a maneira mais positiva de empregar o poderio dos Estados Unidos na luta naval, junto com a Inglaterra, com o fim de assegurar o tráfego de comboios através do Atlântico, Ghormely deveria intervir nas conversações baseado em dois pontos de vista perfeitamente definidos: ajuda à Inglaterra, sem intervenção aberta na guerra, ou possível entrada dos Estados Unidos no conflito. Essas conversações iniciais seriam o ponto de partida de acordos definitivos posteriores. E, de fato, as graves baixas causadas pelos submarinos alemães aos comboios fizeram que a intervenção dos Estados Unidos se tornasse imprescindível. Foi isso que o Almirante Stark, chefe de operações navais, comunicou ao Presidente Roosevelt, num documento em que salientava que os britânicos esgotariam suas reservas ao cabo de seis meses, se a marinha americana não prestasse imediata ajuda aos comboios no Atlântico. A 8 de dezembro de 1940, o primeiro-ministro inglês enviou uma mensagem ao Presidente Roosevelt; este documento foi qualificado por Churchill como “um dos mais importantes que eu jamais escrevi”. Nele analisava a grave situação que a Inglaterra enfrentaria no ano seguinte, estudando cuidadosamente cada um dos aspectos do esforço bélico. Entre os perigos mais graves que levantava, figurava a perda permanente e crescente dos barcos mercantes, afundados pelos submarinos. A este respeito declarava categoricamente: “A decisão para 1941 se encontra nos mares. A menos que possamos afirmar nossa capacidade de alimentar estas ilhas, e de importar todas as munições que necessitamos, sucumbiremos no caminho. Em 1941, portanto, a chave de toda a guerra residirá em contar com os barcos necessários e na possibilidade de navegar através dos oceanos, particularmente do Atlântico”. Com estas palavras dramáticas, estava exposta a gravidade da situação. Em seguida, Churchill citava dados concretos: nas últimas semanas de novembro, as perdas aliadas em navios alcançavam 420.000 toneladas. Além disso, o total de abastecimentos que aportava às ilhas andava abaixo do ritmo considerado vital para manter o esforço de guerra, e as estatísticas assinalavam que decrescia constantemente. Assim, de um máximo de 1.200.000 toneladas semanais de importações realizado no mês de junho de 1940, se havia descido a uma média de 800.000 toneladas semanais, nos últimos três meses do ano. Este fato era particularmente grave no que diz respeito ao petróleo, cujo abastecimento havia caído praticamente à metade. O combustível importado somente dava para cobrir dois terços da necessidade do consumo. Ao mesmo tempo, o fechamento quase total dos portos do sul e do leste da Inglaterra havia provocado um grande congestionamento nos portos do oeste das ilhas, pelos quais se mantinha agora o tráfego com o ultramar. O grande número de navios impossibilitava a descarga rápida, ascendendo consideravelmente a média dos dias de permanência dos barcos nos portos: em Liverpool, de 12 a 19 dias; em Bristol, de 9 a 14. Dezenas de navios-tanque e cargueiros permaneciam imobilizados nas baías, à espera de serem conduzidos ao cais. Este fato contribuía para diminuir ainda mais o ritmo da importação de matérias primas vitais para o esforço da guerra. Todos este problemas levaram Churchill a solicitar a Roosevelt que os Estados Unidos adotassem medidas militares e econômicas destinadas a assegurar a preservação do tráfego marítimo aliado através do Atlântico. Muitas dessas medidas (escolta armada de comboios por barcos americanos, extensão para o leste da zona de segurança por eles vigiada), foram posteriormente aplicadas por Roosevelt, que recebera a mensagem de Churchill quando se encontrava num cruzeiro de repouso no Caribe. No seu regresso a Washington, a 16 de dezembro reuniu a imprensa e comunicou sua decisão de enviar aos britânicos todo o material bélico que solicitassem, sem que eles tivessem que pagar em dinheiro a sua aquisição. Esta disposição originou, em março de 1941, a conhecida Lei de Empréstimos e Arrendamentos, cujos benefícios foram mais tarde estendidos a todos os países que entraram em guerra contra as potências do Eixo. Os Estados Unidos se converteram assim no arsenal das democracias. As defesas são fortalecidas A decisão de Roosevelt deixava o caminho aberto para os britânicos adquirirem todo o material bélico e abastecimentos vitais para o esforço de guerra, sem limitações financeiras de nenhum tipo. Isto era particularmente importante no que diz respeito aos barcos de transporte, pois a capacidade dos estaleiros britânicos cobria uma quantidade de reposição igual a apenas 1.250.000 toneladas anuais; paralelamente, as perdas provocadas pelos submarinos alcançavam já, entre maio e dezembro de 1940, a cifra de 3.139.190 toneladas, entre barcos neutros e aliados. Para cobrir o déficit e manter a corrente de abastecimentos necessários às ilhas britânicas, era imprescindível recorrer aos estaleiros americanos, única fonte possível para a Inglaterra. No mês de dezembro de 1940, os alemães havia afundado 79 barcos, com um total de 357.314 toneladas. A situação da Inglaterra era extremamente grave. Churchill a comparou com a de “um mergulhador a quem estivessem a ponto de cortar o tubo de ar”. Nesse momento crítico, o primeiro-ministro teve uma conferência com os chefes do Almirantado, que lhe apresentaram um plano de emergência que encarava a possibilidade de estender um imenso campo de minas, desde as costas do noroeste da Inglaterra, através do canal do Norte, até alcançar mar aberto. Esse campo de minas, integrado por milhares de unidades, teria uma largura de 3 milhas e uma extensão de 60. As minas, ancoradas no fundo do mar, formariam uma impenetrável barreira até 35 pés por baixo da superfície do mar. Sobre esse “tapete de dinamite” deslizariam os comboios até alcançar mar aberto, onde poderiam empreender manobras evasivas ou dispersar-se. Os submarinos, ao contrário, não poderiam internar-se nas estreitas águas costeiras, pois correriam o risco de serem destruídos pelas minas. Este plano, considerado como o último recurso para manter aberta a rota aos “acessos ocidentais” da Inglaterra, recebeu a aprovação condicional de Churchill, embora a sua efetivação exigisse praticamente todas as reservas de explosivos com que os ingleses contavam nesse momento. O primeiro-ministro ordenou também que se desse absoluta prioridade na entrega de aviões, pilotos e bombas ao comando costeiro da RAF, relegando o bombardeio da Alemanha para o plano secundário. Estas medidas dão uma idéia clara da gravidade da situação. Os americanos, por seu lado, decidiram, por indicação do Almirante Stark e com a aprovação de Roosevelt, realizar uma conferência secreta, da qual participariam altos chefes militares de ambos os países para combinar uma política conjunta contra as potências do Eixo. As discussões se iniciaram em Washington a 29 de janeiro de 1941. O conjunto de planos aprovados, que abarcava os problemas da guerra terrestre, aérea e marítima em todas as frentes do mundo, recebeu a denominação de “Acordo ABC-1”. Por esse acordo, os Estados Unidos se comprometiam a encerrar o seu esforço bélico na região do Atlântico, na Europa, a fim de apoiar os britânicos na sua luta contra a Alemanha, considerada o inimigo principal. No Pacífico, a esquadra americana assumiria um papel essencialmente defensivo frente são Japão. Com a aprovação desse plano ficou praticamente resolvida a intervenção dos Estados Unidos na guerra. Enquanto isso, os ingleses realizavam um grande esforço para fortalecer as suas defesas contra os submarinos. Por ordem de Churchill instalou-se no porto de Liverpool um comando unificado marítimo e aéreo, encarregado de dirigir a batalha nos “acessos ocidentais”. A 17 de fevereiro de 1941, o Almirante Noble assumiu a chefia do novo comando. Por sua vez, oficiais das forças americanas se transladaram ao território da Inglaterra, em cumprimento de acordos secretos, para selecionar as bases que seriam utilizadas por suas forças navais de escolta e unidades aéreas. Ao mesmo tempo, em Terranova, se trabalhava ativamente na construção de outras bases que seriam utilizadas oportunamente pelos americanos. Nos primeiros dias de março, Churchill resolveu colocar o problema da luta marítima num plano de campanha vital, de importância suprema. A necessidade disso era dada por cifras aterradoras: de fato, nos dois primeiros meses do ano os alemães haviam conseguido por a pique mais de 700.000 toneladas de barcos aliados. O líder inglês, em conseqüência, proclamou o início da “batalha do Atlântico” na qual expunha a necessidade de combater com todos os recursos disponíveis para deter a ofensiva submarina alemã. O fim dos “ases” No dia seguinte à proclamação de Churchill, a 7 de março de 1941, duas corvetas britânicas destruíram com cargas de profundidade o submarino alemão U-47. Com ele, os alemães perderam um dos seus três grandes “ases”, o Capitão-de-Corveta Gunther Prien, o legendário vencedor de Scapa Flow. Dez dias depois, um grupo de escolta de um comboio, integrado pelos destróieres Walker e Vanoc, comandados pelo Capitão-de-Fragata Donald Macintyre, eliminava os outros dois “ases”, os comandantes Otto Kretschmer e Joachim Schepke. O Walker avistara, no decorrer de uma incursão de submarinos contra o comboio que protegia, a esteira de um submarino que imediatamente desaparecera sob as águas. Rapidamente se lançou em sua perseguição, e lançou ao mar dez cargas de profundidade, conseguindo avaria-lo gravemente. O submarino era o U-100, de Schepke. Este, compreendendo que não poderia sobreviver ao ataque, resolveu correr o risco de emergir. Ao sair à superfície foi detectado na obscuridade pelos radares do Vanoc. Era a primeira vez que um radar descobria um submarino inimigo durante a noite. O Walker e o Vanoc se dirigiram a toda velocidade para o submarino. O Vanoc, ao avistar a embarcação de Schepke, lançou-se em linha reta contra ela, levantando montanhas de espuma, e se incrustou no caso do submarino, na altura da torre. Schepke, que se encontrava na ponte-de-comando, foi a primeira vítima da investida. A proa do destróier lhe amputou as duas pernas e o esmagou contra o tubo do periscópio. O Vanoc atravessou o U-100 de lado a lado, e rapidamente deu marcha à ré, safando-se violentamente dos restos do submarino. Schepke, horrivelmente mutilado, caiu ao mar e desapareceu sob as águas. Apenas 5 dos 44 marinheiros que integravam a tripulação sobreviveram. Enquanto isso, no Walker, que navegava nas proximidades, os “escutas” perceberam o eco de um submarino que se movimentava submerso a pouca distância. Era o U-99, de Kretschmer. Em poucos minutos choveram sobre ele as cargas de profundidade, explodindo a poucos metros do casco, com terrível violência. Seriamente avariado, o U-99 começou a descer às profundezas do oceano, alcançando um nível de mais de 200 metros debaixo da superfície e superando em mais de 60 metros a profundidade máxima que seu casco podia suportar. Desesperados, os tripulantes acionaram as válvulas de ar comprimido e conseguiram finalmente esvaziar os tanques de lastro. O U-99, impulsionado para a superfície e com suas máquinas inutilizadas não pôde controlar a ascensão e emergiu violentamente, com a proa apontando para o céu. Kretschmer subiu imediatamente na torre e distinguiu a poucos metros, atravessado na proa, o destróier britânico Vanoc. O Walker, por sua vez, se aproximou e abriu fogo, juntamente com o Vanoc, contra o submarino alemão. O U-99, golpeado por um dilúvio de projéteis de todos os calibres, adernou. Kretschmer ordenou que colocassem cargas explosivas para fazer voar o submarino. Mas a porta do paiol de explosivos, engrimpada, impediu que a manobra se consumasse. Os dois destróieres ingleses, ante o perigo de serem torpedeados, se afastaram do submarino. Este, porém, já não contava com nenhum torpedo para devolver o ataque. Kretschmer, aproveitando a inesperada pausa, ordenou aos seus homens que se lançassem ao mar. O chefe das máquinas, oferecendo-se voluntariamente, desceu ao interior do submarino para abrir as válvulas de imersão. Com um silvo agudo, que indicava que o ar escapava dos tanques, o U-99 começou a afundar de popa. Em poucos minutos desapareceu sepultado nas águas. Pouco antes, Kretschmer enviara com sua lanterna a última mensagem ao Walker: “De comandante a comandante... Por favor, recolha meus homens que vão nadando nessa direção. Eu afundo”. Assim se concluiu a carreira do maior “ás” alemão de submarinos. Recolhido junto com seu homens pelo Walker, foi cavalheirescamente tratado pelo Comandante Macintyre, o qual, num gesto de fidalguia, lhe cedeu o seu próprio camarote. Macintyre, que o terminar a guerra, era um dos primeiros “destruidores” de submarinos da marinha britânica, com sete unidades alemães destruídas e confirmadas, conservou como troféu do histórico combate os binóculos de Kretschmer, que utilizou no transcorrer de toda a guerra. O comandante alemão foi, posteriormente, conduzido à Inglaterra, depois a um campo de prisioneiros no Canadá, onde permaneceu até a derrota final da Alemanha. A luta se desloca para o oeste A perda dos três grandes “ases”, a qual se somou o afundamento de outros dois submarinos, o U-70 e o U-551, depois de um período de três meses, nos quais os alemães não haviam sofrido nenhuma baixa, demonstrou ao Almirante Doenitz que as condições da luta nas cercanias da costa noroeste da Inglaterra se haviam tornado desfavoráveis. As urgentes disposições defensivas adotadas por Churchill haviam dado como resultado um rápido aumento do poder destrutivo das unidades encarregadas da defesa antisubmarina. A partir de 26 de março de 1941, a força de submarinos alemã deslocou as suas unidades para o centro do Atlântico. Os britânicos, por sua vez, estabeleceram bases aéreas e navais na Islândia, para dar proteção adiantada aos comboios. A luta entrava assim numa nova fase. Os Estados Unidos, paralelamente, decidiram ampliar a sua participação na “batalha do Atlântico”. No mês de abril, os americanos iniciaram a construção de uma base aérea na Groelândia. Ao mesmo tempo, o Presidente Roosevelt determinou que os barcos britânicos avariados, tanto mercantes como de guerra, fossem admitidos nos estaleiros americanos para serem reparados. Ordenou, também, e comunicou a Churchill, o início da construção de 58 estaleiros novos e de 200 barcos, destinados a cobrir as perdas. A 18 de abril, o presidente americano tomou uma resolução decisiva. Criando uma linha de demarcação imaginária, no Atlântico, à altura do meridiano 26o Oeste, determinou que entre ela e a costa americana estava compreendida a zona de segurança dos Estados Unidos. A zona incluía a Groelândia e os Açores. Ao mesmo tempo enviou uma mensagem a Churchill pedindo que o Almirantado inglês comunicasse aos Estados Unidos o rumo e a velocidade dos comboios, com o objetivo de que as patrulhas americanas colaborassem na tarefa de localização se submarinos inimigos que atuassem dentro da zona de segurança. Os britânicos, por seu lado, foram aumentando progressivamente a força de suas unidades de escolta, tendo os seus estaleiros produzido numerosas corvetas, destróieres e unidades menores. O Almirantado, também, confiou aos barcos canadenses a custódia dos comboios no setor oeste do Atlântico, com o que se assegurou, pela primeira vez, uma cadeia defensiva ao longo das rotas habitualmente seguidas pelos comboios aliados. O Almirante Doenitz, nesse meio tempo, decidiu efetuar uma manobra de entretenimento, empregando seus novos submarinos do Tipo IX (1.050 toneladas) de grande mobilidade e raio de ação. Seis deles foram enviados, entre fins de abril e princípios de maio, acompanhados por cruzadores auxiliares e barcos petroleiros, para a costa africana, nos arredores do porto de Freetown. Suas primeiras incursões causaram efeitos devastadores nos desprevenidos comboios, sendo afundados mais de 30 barcos inimigos em poucos dias. Um dos submarinos, o U-107, comandado pelo Capitão Hessler, conseguiu enviar ao fundo do oceano 86.699 toneladas. Apesar dos êxitos ocasionais, como esse, na costa africana, no Atlântico norte os submarinos alemães não conseguiram obter um nível de afundamentos que pusesse em grave perigo a navegação aliada. A causa dessa inoperância dos submarinos alemães residia no reduzido número de unidades que operava na zona (aproximadamente 12 submarinos). Também a colaboração, cada vez mais ativa, dos Estados Unidos e a intervenção do Canadá permitiam aos britânicos enfrentar com êxito crescente as unidades submarinas alemães. Em meados de julho, Doenitz resolveu desviar o centro de gravidade da luta, temporariamente, para a rota Gibraltar-Inglaterra. Nesse setor, os submarinos poderiam contar com a ajuda dos bombardeiros quadrimotores alemães e dos submarinos italianos. Estas operações conseguiram alguns êxitos, porém sem chegar a por em perigo a segurança da maior parte dos comboios. Os barcos afundados, também, se bem que numerosos, eram de pequeno deslocamento (1.000 a 3.000 toneladas). Nos meses de julho e agosto, a tonelagem afundada pelos submarinos alemães chegou ao seu nível mínimo (120 a 130.000 toneladas, respectivamente) contra um máximo de 600.000 obtidas no mês de abril. Os Aliados, ante esses fatos, acreditaram ter controlado a situação. Os dados concretos pareciam apoiar a sua opinião. Realmente, entre os meses de julho e agosto, os comboios rápidos não sofreram nenhuma baixa. Finalmente, na histórica Conferência do Atlântico celebrada a 14 de agosto de 1941 entre Roosevelt e Churchill, o presidente americano resolveu tomar a seu cargo a proteção direta dos comboios em todo o trecho compreendido entre a costa dos Estados Unidos e a Islândia. Esta medida, conforme Churchill anunciou ao primeiro-ministro da Austrália, Robert Menzies, permitiria aos britânicos dispor de mais de 50 destróieres e corvetas, até então utilizados em missões de escolta no trecho citado, para serem empregados nas águas da Inglaterra e do Atlântico Sul. Os Estados Unidos entram na guerra Pouco faltava já para que os Estados Unidos interviessem diretamente nas hostilidades. As medidas adotadas pelo Presidente Roosevelt haviam precipitado a situação e era iminente um embate entre naves americanas e alemães. No dia 7 de julho tropas americanas substituíram a guarnição britânica na Islândia. Além disso, os barcos estrangeiros podiam navegar em comboios sob a proteção da marinha de guerra dos EUA. Estas medidas foram ratificadas na Conferência do Atlântico. O choque era, portanto iminente. Doenitz resolveu então intensificar a luta. Contava com novas unidades submarinas, com as quais formou uma nova “matilha” de 17 submarinos. Este grupo se internou na zona de segurança americana no mês de setembro e interceptou um comboio lento, integrado por mais de 60 barcos, provenientes do Canadá. No transcurso de sete dias de combate, os submarinos alemães conseguiram por a pique 20 naves, e as demais conseguiram escapar ao aniquilamento, graças a uma oportuna neblina que cobriu a região. A 4 de setembro se produziu o primeiro incidente decisivo. Um submarino alemão descarregou os seus torpedos contra o destróier americano Greer, sem acertar no alvo. O ataque, porém, deu lugar a que Roosevelt, no dia 11 de setembro, emitisse a sua famosa proclamação que dizia: “A partir de agora, se as embarcações de guerra alemães e italianas entrarem em águas cuja proteção é necessária para a defesa americana, o farão por sua própria conta e risco. As ordens que emiti, como comandante-chefe, ao Exército e à Marinha dos Estados Unidos, são de praticar imediatamente esta política”. A diretiva era terminante. Todos os navios do Eixo que fossem avistados dentro da zona de segurança seriam atacados de imediato pela frota americana. Paralelamente, e cumprindo o que fora aprovado na Conferência do Atlântico, a 16 de setembro, pela primeira vez, as naves de guerra americanas iniciaram a escolta direta dos comboios. Esta situação provocou a imediata reação do Almirante Doenitz, que reclamou a Hitler que permitisse aos submarinos atacar sem nenhum entrave as unidades americanas. Ao mesmo tempo, prevendo o inevitável rompimento das hostilidades que se produziria em conseqüência de tais choques, Doenitz formulou um plano pelo qual a Alemanha iniciaria a guerra contra os Estados Unidos com um ataque em massa de todos os seus submarinos contra a navegação costeira e os portos americanos. Hitler, no entanto, se opôs, pois desejava evitar a qualquer custo envolver-se em guerra com os Estados Unidos. Novos incidentes, contudo, agravaram a situação. No dia 17 de outubro, no transcorrer de um ataque a um comboio britânico, o submarino alemão U-568 avariou com seus torpedos o destróier Kearny, causando a morte de 11 de seus tripulantes. Foram os primeiros americanos, membros das forças armadas, que morreram em combate contra a Alemanha, no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Poucos dias depois, a 31 de outubro, outro submarino, o U-552, torpedeou e afundou o destróier americano Reuben James. Desta forma, dois meses antes do ataque japonês a Pearl Harbor, os Estados Unidos já se encontravam numa verdadeira guerra não declarada contra a Alemanha. Estes incidentes, cuja repetição teriam provocado a entrada a curto prazo dos Estados Unidos no conflito, não se repetiram. Na verdade, a Alemanha, ante a derrota das forças de Rommel na África, teve que concentrar todos os submarinos disponíveis nas zonas do Mediterrâneo e Gibraltar, para assegurar o envio de abastecimento e reforços. Assim, a declaração de guerra entre os Estados Unidos e a Alemanha não chegou a produzir-se. Os americanos, entretanto, foram arrastados à guerra, em virtude do inesperado ataque japonês a Pearl Harbor, a 7 de dezembro de 1941. O “paraíso” dos submarinos alemães Em fins de dezembro de 1941, Doenitz dispunha de 90 submarinos em operações. Esta cifra estava muito aquém da necessária para empreender uma ação decisiva contra a navegação aliada. Porém, essa reduzida força causaria devastadoras baixas aos comboios, nos meses seguintes. O Alto-Comando da Marinha, subestimando o plano de Doenitz, resolveu iniciar ações contra a costa americana com apenas cinco submarinos. Os resultados obtidos por estas naves foram extraordinários, que em fins de janeiro de 1942 haviam conseguido afundar 30 barcos, com cerca de 200.000 toneladas. Resolveu-se então enviar todas as unidades em condições de navegar, incluindo os submarinos do Tipo VII (de médio alcance). Logo os ataques se estenderam ao longo de toda as costa americana e, com a incorporação dos submarinos-tanques, destinados a reabastecer as demais unidades, os submarinos alemães passaram a operar no Golfo do México, no Caribe e no Atlântico Sul, causando terríveis baixas à navegação aliada, especialmente entre os lentos barcos petroleiros. A organização do tráfego de comboios ao longo da costa americana conseguiu deter em parte a ação dos submarinos alemães. Ante o fortalecimento crescente da defesa, Doenitz se viu obrigado, a 23 de maio, a suspender os ataques no litoral dos EUA. Centralizou, no entanto, sua ofensiva no Caribe, contando para isso com a colaboração de submarinos italianos. Finalmente, os americanos conseguiram organizar também nessa zona o sistema de comboios, com o qual o período áureo dos submarinos alemães chegou ao fim, nos últimos dias de julho de 1942. Os resultados da ofensiva haviam sido espetaculares. Ao cabo de 7 meses, os submarinos alemães haviam afundado mais de 3.000.000 de toneladas de barcos aliados. Anexo Porta-aviões de
escolta A necessidade de
solucionar o problema da proteção aérea aos comboios, para enfrentar, nos
vastos espaços dos oceanos, os devastadores ataques dos submarinos alemães,
levou os britânicos e americanos a recorrer a uma improvisação sumamente
eficaz: os porta-aviões de escolta. Estas naves foram construídas
utilizando-se os casos de barcos mercantes, aos quais de adaptou uma curta
coberta de vôo, introduzindo-se também, na sua estrutura interna as
modificações necessárias com o objetivo de torna-los aptos para sua nova missão. Estas naves
desempenhariam um papel decisivo na guerra anti-submarina, pois prover os
comboios de sua própria cobertura aérea era armar uma barreira inexpugnável.
O primeiro porta-aviões de escolta foi utilizado pelos britânicos em 1941.
Foi o Audacity. Era um navio mercante alemão capturado (o Hannover), cuja
conversão se efetuou rapidamente. Deslocava 5.537 toneladas e desenvolvia uma
velocidade de 15 nós; era impulsionado por dois motores Diesel que alcançavam
uma potência de 4.750 HP; armado com um canhão de 4 polegadas e seis peças de
antiaéreas de 20 mm; dotado de seis aviões, estacionados permanentemente na
coberta de vôo, pois, dada a rapidez da sua transformação, o Audacity não foi
provido de elevadores, nem de hangares sob a coberta. O Audacity interveio
rapidamente na luta contra os submarinos. No mês de dezembro de 1941, seus
aviões, em união com os destróieres Blakeney e Exmoor, as corvetas Stork e
Pentstemont deram caça e afundaram com bombas e cargas de profundidade o
submarino alemão U-131 (do tipo IX C), com 1.120 toneladas de deslocamento e
48 tripulantes, perto do cabo São Vicente. A 21 de dezembro de 1941,
os aviões do Audacity atacaram o submarino U-451 (do tipo VII C), com 769
toneladas de deslocamento e 44 tripulantes, e o puseram a pique nas
proximidades de Gibraltar. Por sua vez, o Audacity foi torpedeado e afundado
nessa mesma jornada por outro submarino alemão. Os americanos completaram
o seu primeiro porta-aviões de escolta no mês de junho de 1941. Foi o Long
Island, construído com o casco do navio mercante Mormacmail e adaptaram para
a marinha brit6anica um porta-aviões g6emeo (o Archer), com o casco de um
cargueiro Mormaclan; estas naves tinham um deslocamento de 11.300 toneladas e
desenvolviam uma velocidade de 18 nós. Possuíam como armamento um canhão de 5
polegadas e dois de 3. Sua guarnição: 21 aviões; tripulação: 950 homens.
Posteriormente, numerosos porta-aviões de escolta foram construídos e
passaram a desempenhar um decisivo papel na batalha do Atlântico, que
culminou com a derrota total das forças submarinas alemães. Os Aliados enfrentam a
crise Churchill a Harry Hopkins
(Secretário pessoal de Roosevelt) 12 de março de 1942 “Estou sumamente
preocupado com a enorme quantidade de afundamentos de petroleiros a oeste do
meridiano 40 e no mar do Caribe. Em janeiro, 18 barcos, totalizando 221.000
toneladas, foram afundados ou avariados; em fevereiro essa soma subiu a 34,
totalizando 364.941 toneladas; nos primeiros 11 dias de março, sete naves,
num total de 88.449 toneladas, já foram a pique. Somente ontem se informou do
afundamento ou avaria de 30.000 toneladas. Assim, em menos de dois meses, e
apenas nessa zona, cerca de 60 petroleiros foram à pique ou avariados,
totalizando 675.000 toneladas... A situação é tão séria que necessitamos
adotar um tipo de ação drástica e esperamos que vocês possam dispor de forças
de escolta adicionais para organizar imediatamente comboios na zona das
Índias Ocidentais e nas Bermudas, retirando alguns dos vossos destróieres do
Pacífico, até que as 10 corvetas que lhes cedemos entrem em serviço. A outra
única alternativa seria deter a navegação de petroleiros o que prejudicaria
gravemente nossos abastecimentos e diminuiria o ritmo dos comboios entre
Halifax e a Inglaterra, liberando assim, por um período, suficientes naves de
escolta para defender os comboios das Índias Ocidentais. Deve-se ter em
conta, no entanto, que esta última medida não só reduzirá nossas importações
em umas 30.000 toneladas mensais, mas também que demandará algum tempo para se
efetivar. Desejo que estas alternativas sejam discutidas pelas altas
autoridades navais, imediatamente”. Roosevelt a Churchill 20 de março de 1942 “Seu interesse em que se
tomem medidas para combater a ameaça dos submarinos no Atlântico, tal como
assinala na recente carta a Mr, Hopkins sobre esse tema, me leva a
sugerir-lhe que empreste consideração particular à realização de intensos
ataques contra as bases dos submarinos, seus estaleiros e centros de
recuperações, paralisando assim as atividades dos submarinos na sua fonte de
origem”. Churchill a Roosevelt 29 de março de 1942 “Com o fim de frustrar os
futuros ataques dos submarinos, temos aumentado os ataques de bombardeio
contra suas bases, e ontem à noite golpeamos Lubeck com 250 aparelhos,
incluindo 43 bombardeiros pesados. Estou informado que os resultados foram
melhores do que nunca. Damos assim cumprimento à sua sugestão. O Almirantado
e o comando costeiro estão desenvolvendo um plano para patrulha diurna e
noturna das entradas do Golfo de Biscaia. Os portos de Biscaia constituem os
pontos mais próximos e eficazes para a partida de submarinos que operam nas
costas do Caribe e das Américas. A presente tática alemã, seguida pelos
submarinos, consiste em deslocar-se submersos durante o dia, e avanços rápidos
pela superfície durante a noite. Esperamos que ataques noturnos dificultem o
seu trânsito à noite e os forcem a se expor mais, durante o dia. É essencial,
portanto, ameaçar os submarinos tanto de dia como de noite, para aumentar o
duração de sua marcha de aproximação e diminuir o seu período de operação nas
vossas costas. Esta vantagem se somará à dos afundamentos e avarias que
pensamos causar-lhes, pois nunca há menos que seis submarinos entrando ou
saindo na área que será patrulhada. Tendo em vista os afundamentos muito
numerosos que, ainda ocorrem nas vossas costas, o Almirantado deverá designar
quatro, e posteriormente seis esquadrões de bombardeiros, para a nova
patrulha na zona do Golfo de Biscaia”. Submarinos alemães
afundados (1939 - 1941) 1939 Setembro 14: U-39 (tipo
IX A). Primeiro submarino alemão afundado em ação de guerra, no transcurso de
um ataque ao porta-aviões britânico Ark Royal, a noroeste da Irlanda, por
bombas de profundidade de três destróieres ingleses. Setembro 20: U-27 (tipo
VII A). Afundado pó bombas de profundidade de dois destróieres britânicos, a
oeste das ilhas Hébridas. Outubro 8: U-12 (tipo II
B). Afundado por colisão com uma mina, no Estreito de Dover. Outubro 13: U-40 (tipo IX
A). Afundado por colisão com uma mina no Estreito de Dover. U-42 (tipo IX
A). Afundado com cargas de profundidade
de dois destróieres ingleses, a sudoeste da Irlanda. Outubro 16: U-45 (tipo
VII B). Afundado com cargas de profundidade de um destróier francês, no golfo
de Biscaia. Outubro 24: U-16 (tipo II
B). Afundado por colisão com uma mina, na costa inglesa. Novembro 29: U-35 (tipo
VII A). Afundado por bombas de profundidade de três destróieres britânicos, a
leste das ilhas Shetland Dezembro 4: U-36 (tipo
VII A). Torpedeado pelo submarino britânico Salmon, a sudoeste de Stavanger,
Noruega. 1940 Janeiro 30: U-55 (tipo
VII B). Afundado por bombas de profundidade de destróieres e aviões da RAF, a
oeste da costa inglesa. Fevereiro 1: U-15 (tipo
II B). Afundado por colisão com um destróier alemão, no mar Báltico. Fevereiro 5: U-41 (tipo
IX A). Afundado por bombas de profundidade de um destróier britânico, ao sul
da Irlanda. Fevereiro 12: U-33 (tipo
VII A). Afundado por bombas de profundidade de um caça-minas britânico, na
costa da Escócia. Fevereiro 21: U-53 (tipo
VII B). Afundado por um destróier francês, com cargas de profundidade, no
Atlântico norte. Fevereiro 25: U -63 (tipo
II C). Afundado com cargas de profundidade de três destróieres britânicos, ao
sudoeste das ilhas Shetland. Março 20: U-44 (tipo IX
A). Afundado com cargas de profundidade de um destróier britânico, ao
sudoeste de Narvik, Noruega. Abril 12: U-54 (tipo VII B). Torpedeado
pelo submarino britânico Salmon, no Mar do Norte. Abril 13: U-64 (tipo IX B). Afundado
por uma avião britânico na costa da Noruega. Abril 15: U-49 (tipo VII B). Afundado
por um destróier inglês, na costa da Noruega. Abril 16: U-1 (tipo II A). Afundado
por um submarino britânico (o Porpoise), na costa da Noruega. O U-1 foi o
primeiro submarino construído na Alemanha, depois da Primeira Guerra Mundial.
Foi lançado ao mar nos estaleiros Deutsche Werke, de Kiel, em junho de 1935. Abril 25: U-22 (tipo II B). Afundado
por colisão com uma mina, na Canal de Skagerak. Abril 29: U-50 (tipo VII B). Afundado
por bombas de profundidade de destróieres britânicos, ao norte das ilhas
Shetland. Maio 31: U-13 (tipo II B)
Afundado por bombas de profundidade ao norte de Newcastle. Junho 21: U-122 (tipo IX
B). Desaparecido no Mar do Norte. Julho 3: U-26 (tipo I A).
Afundado por bombas de profundidade ao sudoeste da costa inglesa. Agosto 3: U-25 (tipo I
A). Afundado por colisão com uma mina, no Mar do Norte. Agosto 20: U-51 (tipo VII B). Torpedeado
pelo submarino britânico Cachalot, no Golfo de Biscaia. Agosto 21: U-102 (tipo VII B). Desaparecido
no Mar do Norte. Setembro 3: U-57 (tipo II
C). Afundado por colisão com navio mercante norueguês, no Mar do Norte. Outubro 30: U-32 (tipo
VII A). Afundado por bombas de profundidade de dois destróieres britânicos,
ao noroeste da Irlanda. Novembro 2: U-31 (tipo
VII A). Afundado por bombas de profundidade, ao noroeste da Irlanda. Novembro 21: U-104 (tipo
IX B). Afundado por bombas de profundidade de uma corveta inglesa, na costa
da Inglaterra. 1941 Março 7: U-47 (tipo VII
B). Afundado por bombas de profundidade de duas corvetas brit6anicas ao norte
da Irlanda. O célebre U-47, sob o comando do Capitão-de-Corveta Gunther
Prien, havia afundado 32 barcos aliados, entre eles, o encouraçado Royal Oak,
na audaciosa incursão à base de Scapa Flow, a 14 de outubro de 1939. Março 8: U-70 (tipo VII
C). Afundado por bombas de profundidade de um destróier britânico, ao sul da
Islândia. Março 17: U-99 (tipo VII
B). Afundado por um destróier britânico ao noroeste das ilhas Hébridas. O
Comandante Otto Kretschmer afundara 54 barcos aliados, com um total de
314.000 toneladas. Kretschmer foi salvo das águas e conduzido preso ao
Canadá. O U-100 (tipo VII B), avariado por bombas de profundidade, foi
afundado por u destróier que o abalroou, a oeste das ilhas Hébridas. Seu
comandante Joachim Schepke, havia afundado 31 barcos, com um total de 237.000
toneladas. Março 23: U-551 (tipo VII
C). Afundado por bombas de profundidade de um guarda-costas britânico, ao sul
da Islândia. Abril 5: U-76 (tipo VII B). Afundado
por bombas de profundidade de um destróier e de uma fragata britânicos, ao
sul da Islândia. Abril 28: U-65 (tipo IX B). Afundado
por bombas de profundidade de uma corveta britânica, ao sul da Islândia. Maio 9: U-110 (tipo IX
B). Avariado por bombas de profundidade, foi abalroado e afundado por um
destróier britânico, ao sudoeste da Irlanda. Junho 2: U-147 (tipo II
D). Afundado por bombas de profundidade de um destróier e uma corveta
britânicos a noroeste da Irlanda. Junho 18: U-138 (tipo II
D). Afundado por bombas de profundidade de cinco destróieres britânicos, a
oeste de Trafalgar. Junho 27: U-556 (tipo VII
C). Afundado por três corvetas britânicas, a sudoeste da Islândia. Junho 29: U-651 (tipo VII
C). Afundado com cargas de profundidade de dois destróieres, uma fragata e
duas corvetas britânicas, ao sul da Islândia. Agosto 3: U-401 (tipo VII C). Afundado
com cargas de profundidade de dois destróieres e uma corveta britânicas, no
sudoeste da Irlanda. Agosto 9: U-144 (tipo II D). Torpedeado
por um submarino russo no Golfo da Finlândia. Agosto 25: U-452 (tipo VII C). Afundado
por bombas de profundidade de um guarda-costas e aviões britânicos ao sul da
Islândia. Agosto 27: U-570 (tipo VII C). Avariado
por um avião britânico, caiu em mãos dos ingleses. Com o nome de Graph foi
incorporado à frota britânica. Setembro 10: U-501 (tipo
IX C). Afundado com cargas de profundidade de duas corvetas canadenses, ao
sul da Groelândia. Setembro 11: U-207 (tipo VII
C). Afundado com cargas de profundidade de dois destróieres britânicos, no
Estreito da Dinamarca. Outubro 4: U-111 (tipo IX
B). Afundado por bombas de profundidade de um guarda-costas britânico ao
sudoeste de Tenerife, ilhas Canárias. Novembro 11: U-580 (tipo
VII C). Afundado por colisão no mar Báltico. Novembro 15: U-583 (tipo
VII C). Afundado por colisão no mar Báltico. Novembro 16: U-433 (tipo
VII C). Afundado por cargas de profundidade de uma corveta britânica, ao sul
de Málaga, Espanha. Novembro 28: U-95 (tipo
VII C). Torpedeado por um submarino holandês, a leste de Gibraltar. Novembro 30: U-206 (tipo
VII C). Afundado por um avião britânico, a oeste de Nantes. Dezembro 11: U-28 (tipo
VII C). Afundado por bombas de profundidade de uma corveta britânica, a oeste
de Gibraltar. Dezembro 15: U-127 (tipo
IX C). Afundado com cargas de profundidade de um destróier australiano, ao
sudoeste do cabo de São Vicente, Portugal. Dezembro 16: U-557 (tipo
VII C). Afundado por colisão contra uma lancha torpedeira italiana ao
sudoeste de Creta. Dezembro 17: U-131 (tipo
IX C). Afundado com bombas de profundidade de três destróieres, uma fragata,
uma corveta e aviões britânicos, perto de Cabo São Vicente, Portugal. Dezembro 19: U-574 (tipo
VII C). Abalroado e afundado por uma fragata britânica, perto de Lisboa,
Portugal. Dezembro 21: U-451 (tipo
VII C). Afundado por aviões britânicos, perto de Gibraltar. U-567 (tipo VII
C) afundado por bombas de profundidade de uma fragata e uma corveta
britânicas, ao norte dos Açores. Dezembro 23: U-79 (tipo
VII C). Afundado com cargas de profundidade de dois destróieres britânicos,
perto de Bardia, no Mediterrâneo. Dezembro 28: U-75 (tipo
VII B). Afundado por cargas de profundidade de um destróier britânico, perto
de Marsa Matruh, no Mediterrâneo. Perdas totais (1939
-1941): 65 submarinos. “Matilhas” ao ataque O Almirante Doenitz foi o
criador da tática que se denominou “matilha de lobos”. Foi impossível
coloca-la em prática no começo da guerra pelo escasso número de unidades
submarinas. Em 1941, entretanto, ao aumentar o número das unidades em
operações, as “matilhas de lobos” entraram em ação, ainda de forma
incipiente. A tática consistia no
seguinte: o serviço de patrulha, ou um submarino em operações, comunicava ao
comando central (com base em terra) a posição do comboio inimigo avistado,
seu rumo e velocidade. Em seguida, o comando, depois de estudar sobre os
mapas as localizações das diversas unidades submarinas, transmite às mais
próximas do comboio a ordem de reunir-se e atacar de forma simultânea. Desta
forma conseguiu-se um grande número de afundamentos e até a devastação de
comboios inteiros. Ao começar a aplicação da nova tática, os submarinos
atacavam individualmente, apenas era avistado o comboio. Posteriormente,
aperfeiçoando o sistema, faziam-no quando a “matilha” estava reunida e
recebia a ordem do comando central de levar adiante o ataque. Todo o grupo se
lançava, então, simultaneamente, de diversos ângulos, torpedeando grande
número de barcos ao mesmo tempo, dificultando assim em muito a tarefa dos
navios de escolta. As ações mais importantes levadas a cabo por “matilhas” de
submarinos alemães foram as realizadas pela “matilha” Vorwartz; entre os dias
31 de setembro e 2 de outubro de 1942 realizou repetidos ataques contra o
comboio SC-97, que se dirigia à Inglaterra, proveniente do porto canadense de
Sidney. Os barcos aliados eram em número de 58 e foram avistados pelo
submarino “tipo VII” U-609, que deu o alarme geral. Em seguida, os 13
submarinos que integravam a “matilha” atacaram o comboio, atingindo com seus
torpedos 11 barcos, sete dos quais afundaram, com um total de 50.247
toneladas. A ação foi finalmente interrompida ante os repetidos ataques da
aviação aliada. No dia 30 de novembro desse mesmo ano, a “matilha” Veilchen,
alertada pelo submarino U-522, atacou outro comboio proveniente do Canadá, o
SC-107, formado por 39 barcos aliados. A ação se prolongou durante seis dias
e, em encarniçados ataques, os submarinos alemães, 15 ao todo, torpedearam 16
barcos, dos quais 15 foram engolidos pelas águas, num total de 82.817
toneladas. No dia 26 de dezembro, os “lobos” voltaram a se lançar sobre a sua
presa. Os grupos Spitz e Ungestum atacaram o comboio ONS-154, que navegava da
Inglaterra para o Canadá. Ao receber o alerta do submarino U-260, 18
submersíveis torpedearam o comboio, atingindo 16 barcos e afundando 14, com
um total de 109.893 toneladas. No transcorrer da ação, um dos submarinos foi
afundado pelas cargas de profundidade. Os demais submarinos tiveram que
suspender o ataque em virtude da espessa névoa que envolveu a zona de luta. No mês de fevereiro de
1943 outras duas “matilhas”, a Pfeil e a Haudegen, integradas por 21
submarinos, atacaram o comboio SC-118 (Canadá-Inglaterra), formado por 61
transportes e 12 naves de escolta. Oura vez a tática produziu seus frutos.
Foram atingidos 16 barcos no decorrer de cinco dias de luta incessante, e
deles 13 naufragaram, com um total de 59.765 toneladas. Comboios No transcorrer da guerra,
os comboio aliados foram designados para identificação, por meio de uma
nomenclatura de siglas que indicavam seu lugar de partida e destino. Cada
comboio, também, era identificado por um número que era agregado à sigla e
que assinalava a rota. Reproduzimos as siglas dos principais comboios. ON - Inglaterra - Alifax
(Canadá) HX - Halifax - Inglaterra ONS - Inglaterra - Sidney
(Canadá) SC - Sidney - Inglaterra JW - Inglaterra -
Islândia - Murmansk (URSS) QP - Murmansk - Islândia
- Inglaterra PQ - Inglaterra -
Islândia - Murmansk RA - Murmansk - Islândia
- Inglaterra OG - Inglaterra -
Gibraltar HG - Gibraltar -
Inglaterra OS - Inglaterra - Serra
Leoa SL - Serra Leoa -
Inglaterra WS - Transportes
especiais de tropas Inglaterra - Oriente Médio As “vacas leiteiras” Ao ampliar as suas
operações no Atlântico, até alcançar as costas da América do Norte, do Sul e
a África, os submarinos alemães do “tipo VII” - que constituíam o grosso da
frota se submarinos - depararam com uma grave limitação no seu poder
combativo. Seu raio de ação não era suficientemente amplo (12.000 km) para
permitir que permanecessem tanto tempo em zonas tão longínquas. A eficácia
dos seus reides ficava assim radicalmente reduzida. Nos anos iniciais da
guerra, a Marinha alemã havia utilizado navios-tanques para abastecer em alto
mar os submarinos, conseguindo desta forma prolongar muito seu período de
operação. No entanto, a perseguição incessante levada a cabo pela frota
britânica causou terríveis baixas nas fileiras de navios-tanques que navegavam
sem armamento pesado, nem proteção de escolta. Os alemães, portanto, se viram
finalmente obrigados a renunciar ao
seu emprego. Para substituí-los recorreram a uma hábil solução: a
partir de setembro de 1941, foram construídos submarinos especialmente projetados
para transporte de combustível. Estes submarinos - designados oficialmente
“tipo XIV” - receberam da marujada o curioso apelido de “vacas leiteiras”
(Milch Cow). As “vacas leiteiras” se reuniam com os submarinos de combate em
alto mar, em pontos pré-determinados e os reabasteciam de combustível,
torpedos, munição, víveres, água e medicamentos. Evacuavam feridos e
enfermos, trocando-os por tripulantes de reserva. Os submarinos-tanques
“tipo XIV” deslocavam 1.688 toneladas e podiam transportar, além de sua
própria carga de combustível e provisões, 720 toneladas de petróleo
destinadas ao reabastecimento. Seu raio de ação alcançava 15.000 km e sua
tripulação era de 53 homens. Era armado com dois canhões de 37 mm antiaéreos,
e um de 20 mm. Sobre a coberta levava quatro torpedos destinados a rearmar
outros submarinos. Entre 1941 e 1944 os alemães iniciaram a construção de 17
submarinos “tipo XIV”, porém só 10 foram lançados ao mar e entraram em
operações. Apesar do seu número reduzido, as “vacas-leiteiras” prestaram
inestimáveis serviços à devastadora campanha submarina realizada pelos
alemães no decorrer da guerra. Todos os submarinos “tipo XIV”, menos um,
foram afundados por bombas de profundidade lançadas por aviões britânicos e
americanos. Apenas o U-488 foi destruído com cargas lançadas por destróieres
aliados, ao ser surpreendido em águas próximas às ilhas do cabo Verde, em
abril de 1944. Rendição em alto-mar 27 de agosto de 1941. A
80 milhas ao sul da Islândia, um bombardeiro bimotor Hudson do Comando
Costeiro britânico voa a baixa altura, à caça de submarinos alemães. O
aparelho evoluciona em amplos círculos sobre o mar, enquanto a tripulação
mantém uma atenta e extenuante vigilância. É mais uma missão entre centenas
de missões iguais. Horas e horas de atenção constante, percorrendo a
superfície desolada do oceano, procurando descobrir nessa imensidão um
pequeno ponto escuro que denuncie a torre de um submarino, ou uma branca
esteira que delate a sua marcha através das ondas. É uma rotina fatigante e
monótona, que arrebenta os nervos, mas que tem que cumprir-se,
invariavelmente, dia após dia. Desta vez, contudo, a sorte acompanha os
tripulantes do Hudson. Repentinamente o piloto avista, destacando-se
nitidamente sobre o mar, a silhueta cinzenta de um submarino alemão. É uma
embarcação do “tipo VII C”, de 786 toneladas de deslocamento, um dos
mortíferos “lobos” que, jornada após jornada, abrem terríveis claros nas
fileiras dos comboios que atravessam o Atlântico. Alertando a tripulação, o
piloto aproa diretamente o nariz do Hudson para o submarino, dando plena
potência aos motores. Os alemães, lá em baixo, avistam o bombardeiro e com
incrível rapidez desaparecem da coberta e tentam submergir. Em poucos minutos
o submarino desaparece da superfície, porém o Hudson, velozmente, se coloca
sobre o ponto onde a nave acaba de mergulhar e lança uma penca de cargas de
profundidade... Em rápida sucessão as bombas explodem, levantando gigantescas
colunas de água. O Hudson toma altura e efetua uma curva fechada para voltar
sobre o objetivo. No mar, o submarino emerge, por entre as ondas, com a
estrutura seriamente danificada pelas bombas. A tripulação se precipita para
o exterior da nave e tenta fazer funcionar as armas antiaéreas, porém o
Hudson, numa passada rasante, dispara sobre eles as suas metralhadoras,
obrigando-os a refugiar-se sob a coberta. Enquanto isso, alertados pelo rádio
do bombardeiro, outros aviões britânicos se aproximam do local. Sua ação,
porém, não será necessária. Da sua
cabina, o piloto do Hudson, com enorme surpresa, vê surgir na torre do
submarino uma bandeira branca. A nave, impossibilitada de oferecer
resistência, se rende. Assim, pela primeira vez na guerra, um submarino
capitula diante de um avião. Posteriormente, o
submarino alemão - tratava-se do U-570 - será rebocado para a Islândia e dali
conduzido para a Inglaterra, onde, sob o novo nome de Graph, passará a
combater nas fileiras da frota britânica. |
Barcos
ingleses, aliados e neutros afundados em 1941 - 1942 - 1943
1941
|
|
Ingleses |
Aliados |
Neutros |
Total |
|
Janeiro |
44 |
30 |
1 |
75 |
|
Fevereiro |
79 |
20 |
1 |
100 |
|
Março |
98 |
32 |
9 |
139 |
|
Abril |
79 |
67 |
8 |
154 |
|
Maio |
96 |
24 |
6 |
126 |
|
Junho |
63 |
35 |
10 |
108 |
|
Julho |
36 |
6 |
1 |
43 |
|
Agosto |
31 |
9 |
1 |
41 |
|
Setembro |
61 |
13 |
9 |
83 |
|
Outubro |
32 |
14 |
5 |
51 |
|
Novembro |
29 |
4 |
1 |
34 |
|
Dezembro |
124 |
44 |
19 |
187 |
|
Total |
772 |
298 |
71 |
1.141 |
Tonelagem
total afundada
Britânica
- 2.833.189
Aliada -
1.149.203
Neutra - 207.889
Total - 4.190.281
1942
|
|
Ingleses |
Aliados |
Neutros |
Total |
|
Janeiro |
38 |
56 |
1 |
97 |
|
Fevereiro |
60 |
63 |
7 |
130 |
|
Março |
67 |
150 |
8 |
225 |
|
Abril |
52 |
72 |
3 |
127 |
|
Maio |
58 |
84 |
7 |
149 |
|
Junho |
50 |
108 |
12 |
170 |
|
Julho |
43 |
74 |
10 |
127 |
|
Agosto |
58 |
53 |
13 |
124 |
|
Setembro |
50 |
55 |
9 |
114 |
|
Outubro |
59 |
40 |
1 |
100 |
|
Novembro |
76 |
59 |
0 |
135 |
|
Dezembro |
45 |
24 |
3 |
72 |
|
Total |
656 |
838 |
76 |
1.570 |
Tonelagem
total afundada
Britânica
-3.454.430
Aliada -
3.991.774
Neutra - 251.701
Total - 7.697.905
1943
|
|
Ingleses |
Aliados |
Neutros |
Total |
|
Janeiro |