São tantos!...
Ei-los à frente,
Os nossos irmãos da
estrada, Face triste, descorada, Angústia a esconder-se em
vão!... Recordam seres estranhos, Em luta
desconhecida, Nas asperezas da vida, Mergulhados na
aflição!...
Esse nosso
companheiro, Acabrunhado e doente, Quer trabalho
inutilmente, Precisa de pão no lar... Mas tendo a saúde
estreita, Envergonhado, mendiga, Não encontrou mão
amiga, Que lhe pudesse apoiar.
Aquele sofreu
revezes, Vexames que ninguém conta, Injúria, desprezo,
afronta, E a força se lhe desfez... Procurou fuga e
veneno, Hoje, em diverso caminho, Chora, largado e
sozinho, Caído na embriaguez.
Certa mulher se
aproxima... É mãe. Tem febre e cansaço, Traz um filhinho no
braço, Pede o concurso de alguém... Mãe valorosa e
esquecida, Anjo que luta e vagueia,
Implora à bondade
alheia, A proteção que não tem. Mais além, surge a
criança, Que segue desprotegida, Humana flor,
desvalida, Despetalando-se ao léu... Surgem outras... Fazem
bandos, São promessas relegadas, À noite, ao vento, às
estradas, Sob as lágrimas do Céu!...
Ah! meus irmãos,
vossa festa, Formada de mãos unidas, É socorro à muitas
vidas, Amparo e bênção à dor!... Sigamos juntos!...
Sirvamos!... O Bem é o campo fecundo, E a Caridade no
mundo, É Jesus plantando o amor!...
(
MARIA DOLORES ) Mensagem psicografada
por Chico Xavier
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