Universo Online

EDGAR MORIN

 

Antropologia do conhecimento

Paradigma da complexidade

Bioantropologia cognitiva

  Ecologia das idéias

 Link: MCX-APC

TEXTOS SELECIONADOS NA  MÍDIA IMPRESSA:

Morin fala sobre as perspectivas contemporâneas

Por uma globalização plural

TEXTOS SELECIONADOS DO LIVRO:

O método 4. As idéias habitat, vida costumes organização

  

"País de mestiçagem e de pluralismo, o Brasil está entre as minhas  paixões."


“Polissêmico, o Brasil é parte dessa aventura que devemos compreender para enfrentar os dilemas do futuro. No vasto Maracanã da complexidade que é o Brasil tenho amigos e torcedores.

O Método trata da vida, do espírito, das ideologias, do imaginário, da  luta entre escolas diferentes de pensamento e da necessidade de tolerância. Precisamos aprender a contextualizar e a globalizar os conhecimentos."


"Espero que este livro contribua, de algum modo, para a reforma do pensamento da qual depende a instituição do princípio da conjunção, ligando o que até agora foi concebido em separado. Encruzilhada de imaginários, o Brasil fascina e surpreende. Complexificar significa também  crer na poesia de uma cultura."


"Penso que, em todas as culturas, o conhecimento cotidiano é uma mistura singular de percepções sensoriais e de construções ideo-culturais, de racionalidades e racionalizações, de intuições verdadeiras e falsas, de induções justificadas e errôneas, de silogismos e de paralogismos, de idéias recebidas e de idéias inventadas, de saberes  profundos, e sabedorias ancestrais de fontes misteriosas e de superstições infundadas, de crenças inculcadas e de opiniões pessoais. Ele é com freqüência bastante limitado em relação aos conhecimentos  científicos, mas estes são com freqüência muito limitados em relação a esse conhecimento vulgar ingênuo. De qualquer maneira, o leitor verá, não estou do lado dos escribas e dos fariseus, do lado dos preciosistas e dos Diafoirus, do lado dos que, por função e profissão, crêem ser  detentores das Luzes.

  Enfim, assim como quis lembrar que todo conhecimento humano emerge incessantemente do mundo da vida, no sentido biológico do termo (...), insisto em observar que todo conhecimento filosófico, científico ou poético emerge da vida cultural comum."


"(...) as sociedades existem e as culturas se formam, conservam, transmitem e desenvolvem através das interações cerebrais / espirituais  entre os indivíduos."


"Cultura e sociedade estão em relação geradora mútua; nesta relação, não podemos esquecer as interações entre indivíduos, eles próprios  portadores / transmissores de cultura, que regeneram a sociedade, a qual regenera a cultura."


"Se a cultura contém um saber coletivo acumulado em memória  social, se é portadora de princípios, modelos, esquemas de conhecimento, se gera uma visão de mundo, se a linguagem e o mito  são partes constitutivas da cultura, então a cultura não  comporta somente uma dimensão cognitiva: é uma máquina cognitiva cuja práxis é cognitiva."


"Uma cultura abre e fecha as potencialidades bioantropológicas do conhecimento. Ela as abre e atualiza fornecendo aos indivíduos o seu  saber acumulado, a sua linguagem, os seus paradigmas, a sua lógica, os seus esquemas, os seus métodos de aprendizagem, de investigação, de verificação, etc., mas ao mesmo tempo ela as fecha e inibe com as suas normas, regras, proibições, tabus, o seu etnocentrismo, a sua auto-sacralização, a sua ignorância da sua ignorância. Ainda aqui, o que abre o conhecimento é o que fecha o conhecimento."


"As aptidões organizadoras do cérebro humano necessitam de condições socioculturais para se atualizarem, as quais necessitam das aptidões do espírito humano para se organizarem. Os 'programas' culturais que co-geram os conhecimentos do espírito / cérebro foram historicamente co-gerados por interações entre espíritos / cérebros. A cultura está nos espíritos, vive nos espíritos, os quais estão nas culturas, mas, num certo sentido, a minha cultura conhece através do meu  espírito. Assim, portanto, as instâncias produtoras do conhecimento se co-produzem umas às outras; há uma unidade recursiva complexa  entre produtores e produtos do conhecimento, ao mesmo tempo que relação hologramática entre cada uma das instâncias produtoras e produtivas, cada uma contendo as outras e, nesse sentido, cada uma contendo o todo enquanto todo.

Significa dizer não apenas que o menor conhecimento comporta  elementos biológicos, cerebrais, culturais, sociais, históricos. Quer dizer  sobretudo que a idéia mais simples necessita conjuntamente de uma formidável complexidade bioantropológica, de uma hipercomplexidade sociocultural. Falar em complexidade é, como vimos, falar em relação simultaneamente complementar, concorrente, antagônica, recursiva e hologramática entre essas instâncias co-geradoras de conhecimentos."


"Os homens de uma cultura, pelo seu modo de conhecimento, produzem a cultura que produz o seu modo de conhecimento."


Obviamente, desejamos convidar o web-leitor a beber diretamente dessa fonte cristalina que é o Método 4 de Edgar Morin.


Veja também um documento do programa europeu MCX-APC, escrito  por:

Jean-Louis Le Moigne

Les "nouvelles" sciences de l'Homme et de la Société

  

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